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Capítulo 1 – Introdução
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os-Montes foi por vezes considerado como parautóctone (M
ARTÍNEZ
C
ATALÁN
et al
., 1999)
e mais recentemente como alóctone (G
ONZÁLEZ
C
LAVIJO
, 1997, 2006). Em Portugal
continua-se a fazer a distinção entre unidades parautóctones e alóctones.
No modelo aceite para a evolução geodinâmica deste sector do orógeno varisco, estas
unidades originar-se-iam numa margem passiva afectada por episódios extensionais
responsáveis pelo vulcanismo tardio do Silúrico. Esta transição silúrica – devónica marcará
a passagem de ambiente de margem passiva para margem activa (R
IBEIRO
et al.
, 1990b).
Tendo em conta as características da bacia silúrico – devónica no contexto da Cadeia
Varisca, a partir da nova cartografia desenvolvida, procurou-se esclarecer alguns aspectos,
relativos a:
i)
definição e detalhe de novas unidades litoestratigráficas, quer no autóctone, quer no
parautóctone;
ii)
enquadramento geológico e estrutural do sector estudado com as regiões
transfronteiriças (Alcañices e Verín), bem como outros sectores da ZGTM;
iii)
definir e correlacionar as unidades autóctones e sub – autóctones com as unidades
parautóctones;
iv
) averiguar possíveis correlações das unidades parautóctones com fácies semelhantes
consideradas do alóctone inferior do maciço de Bragança, recorrendo à litogeoquímica,
quer dos metassedimentos quer das vulcânicas para confirmar os dados de cartografia;
v)
dar inicio, neste sector de estudo, à aplicação da litogeoquímica no estudo dos
metassedimentos e das vulcânicas, com vista à caracterização e reconstrução do ambiente
geodinâmico e paleogeográfico da bacia paleozóica;
vi)
inventariação dos recursos minerais e proposta de enquadramento metalogénico da
região.
1.2. METODOLOGIA E ESTRUTURA DO TRABALHO
1.2.1. C
ARTOGRAFIA
G
EOLÓGICA
Os levantamentos geológicos iniciais foram efectuados no âmbito do Programa de
Cartografia Geológica Nacional à escala 1:50.000 dos antigos Serviços Geológicos de
Portugal. Foram efectuados, utilizando como base, os mapas da escala 1:25.000 dos
Serviços Cartográficos do Exército. A fotografia aérea à escala 1:26.000 serviu de apoio
aos levantamentos de campo e à fotointerpretação. Em áreas de especial complexidade
foram realizados levantamentos a escalas maiores, nomeadamente 1:15.000, por ampliação
das cartas militares, bem como levantamentos a fita métrica e bússola. Os trabalhos foram
complementados com levantamentos e reconhecimentos nas áreas contíguas, quer em
Portugal, quer em Espanha. Procurou-se sempre definir e cartografar litologias com
expressão cartográfica à escala 1:25.000. Na definição de novas unidades litoestratigráficas
seguiram-se os critérios definidos no Guia Estratigráfico Internacional (ISSC 1994).
Foram adquiridas expressamente para este trabalho, ao Instituto Geográfico do
Exercito, as imagens
raster
georreferenciadas das cartas topográficas à escala 1:25.000.
Nas revisões da cartografia já publicada e da inédita, necessárias para este projecto, já se
recorreu a equipamento GPS Magellan 320 e fundamentalmente a equipamento PDA
HP/iPAQ 214 com a versão ARCMAP do ArcGIS para PDA e receptor GPS Bluetooth BT
– 359W. Estes meios permitiram lançar todos os dados estruturais recolhidos no campo
relativamente às Cartas Geológicas 8A (S. Martinho de Angueira) e 7B (Bragança).
1.2.2. M
APAS E
P
ROCESSAMENTO DE
D
ADOS
O processamento de texto, de imagens, fotografias, desenhos e esquemas decorreu
respectivamente em computadores PC (
i
- processador Intel Celeron a 2,4 GHz e 2GB de
Carlos Augus o Pinto de Meireles
1...,22,23,24,25,26,27,28,29,30,31 33,34,35,36,37,38,39,40,41,42,...540