[ÇOPYRIGHT]

Pensamento, crítica e criação em galego-português


Çopyright 27


10 Fevereiro 1997             http://www.udc.es/dep/lx/cac/sopirrait             Corunha - Galiza

niuitsmos ou labirinto

Nilo Casares
nilo@uv.es


Versos como anelos em cadeia
apavora-me a dor
a chave é negar o artístico
se faz preciso
o prestidigitador
o artista
a lar da poética do telemando
autístico
original
autistavideomagnético
autistaquímiomecánico
autistaelectroacústico
pecado original da arte
os fenícios não estiveram em Sagunto
peso do formalismo e impossibilidade do conteudismo
agora apenas resta demonstrar
definição olho
das bondades deste objecto
passeio pola rua um dia de muitos
cigano não
estando a fazer a reflexão
um canapé e dous sólios
Em honra do narciso do Egipto: meu querido Almada-Negreiros
ao sentimento depredador
foi na Renascência
quero matar esse tio
no princípio Recta
Respira

fimFim de Çopyright 27


início Versos como anelos em cadeia que nos esgotem dos tornozelos assim os versos que cadeias sobram versos como anelos em cadeia que nos esgotem dos tornozelos:
versos que a realidade sobra

versos como anelos em cadeia que nos esgotem dos tornozelos:
versos sem palavras.
Se um verso a palavra perde a sua autoridade por um verso que cobra e ganha.

início

apavora-me a dor porque antes a tenho conhecida: seu conhecimento provoca-me o conhecimento do próprio corpo o qual não é que o conhecimento dum eu próprio. quando sei que existe um eu próprio apercebo selvagemente a minha diferença com respeito ao mundo o qual asinha me leva a conhecer duas cousas: o sujeito que é esse eu do eu próprio e o outro que me provoca minha dor. tenho já o conhecimento da divisão entre sujeito e objecto de modo que toda a minha conduta se guia para o alimento do sujeito e a fugida do objecto que o muda em dorido.

dorial ou fonte de dor melhor dito. deste modo conheço já um sujeito autoprazenteiro defronte dum objecto o mundo fonte de dor. isto obriga-me na minha diferença aferrar-me numa cápsula que me afaste da dor. doutro modo: isto converte-me em egoístico. a procura do meu próprio prazer como uma fugida do mundo indefectivelmente conduz à ignorância que não é outra cousa que a negação do mundo.

o medo à morte e o medo aos deuses é o mesmo medo: o segundo mais não é que o primeiro feito hipérbole. não me fazem sentir-me diferente: tão sujeito como o medo à dor. porque sei que me faz sentir propriamente idêntico entre o resto do conjunto de corpos que são os outros homens: tem o mesmo final tudo.

dito doutro modo: o medo à dor distingue-me e o medo à morte identifica-me. quando carrego as tintas sobre o medo à dor o que faço é repruir a subjectividade enquanto quando chamo a atenção para o medo à morte sublinho a alteridade: a identidade.

enfim o mais recente: o sofisticadíssimo medo à tolémia não é que o medo à dominância que possa exercer-se sobre eu próprio: é no fim de contas o reconhecimento da vácua importância que cobra o sujeito contra as estruturas que o determinam. se elas se fazem colossais o sujeito deixa de poder. deixa de poder tomar iniciativa em se podendo interpretar que o medo à tolémia é o reconhecimento da ausência dum sujeito. agora não me sinto tolo e vivo na ilusão de que eu próprio sujeito decido. agora me vejo debruçado à tolémia e reconheço asinha que a estrutura tem deixado de ser dominável: já a não interpreto: não sei.

início

a chave é negar o artístico e impor o estético

demonstrar que o objecto artístico não é um objecto privilegiado para a detonação da experiência estética.

se ela se basta com a existência dum objecto estético que não há-ser precisamente antes artístico então o que se procura é a construção de objectos estéticos através da poética do telemando que antes não tenham sido artísticos.

pretende-se a poética do telemando como superadora do conceito arte pois se ele há-de se ater a juízo de muitos no princípio de inutilidade antes doutros é cousa evidente que a arte já não cumpre primeiramente esta função. e não porque a arte actual seja uma má arte mas porque nenhuma vez a tem cumprido. a função de inutilidade é uma função unicamente estética a qual se topa no objecto estético cousa distinta do objecto artístico. por isso apresento a construção de objectos estéticos baseados no princípio da inutilidade desde a poética do telemando que não é outra que o fruto dum currículo cheio de fracassos. trata-se preferencialmente da poética do quero e não posso. as obras são perante tudo estados mentais prévios ou póstumos às obras e aqui é uma obra tanto tu como o teu modus vivendi.

prima-se perante tudo a esfera do nous. aquilo que importa é a tua cabeça e se nela se produzem processos qualitativamente superiores de apercepção e apreensão dos contornos fantásticos nos que toda mente criativa se desenvolve. é o exemplo do eu próprio em circunstâncias: por isso a obra é primeiro conceito e depois não é nada. nada porque as obras de arte não supõem como objectos físicos nenhuma melhora sensitiva a respeito doutro objecto. pois no melhor dos processos apenas se segue a mimese do próprio e o próprio está já em ti e não precisa ser materializado em vulgaridades de tipo diverso: aqui procura-se não tanto desmitificar a obra de arte pois isso obtém-no ela mesma como a artística de assinatura no canto inferior direito. esses não são artistas. apenas artífices no melhor dos casos que alcançam a elevar o prestígio do que merca o produto dos seus custosos partos.

início

se faz preciso neste momento falarmos de dous tipos

o prestidigitador

a quem me tenho referido como elevador do prestígio e não se me venha aqui com que Van Gogh não vendeu um quadro na sua vida desculpem um isso são cousas de maus mercaderes que é a outra componente do prestidigitador há-ser aliás de artífice bom mercader ou do contrário terá sido um prestidigitador póstumo.

o artista

não precisa alcançar a materialização do produto não porque renegue o mercantilismo. que todos gostamos de consumir e quem não que o encerrem porque não cabe aqui. senão porque a necessidade essa de fazer te es uma necessidade de homo faber que cheira demasiado a

ter um filho

plantar uma árvore

escrever um livro

pola sua ordem de dificuldade.

início

entrevemos já a lar da poética do telemando:

voltar a seu lugar o artista e livrar os preconceitos cos que desacreditamos no prestidigitador como resíduo básico da sociedade de consumo parva que ainda procura consumir com prestígio quando o que é é consumir sem mais.

fique claro. apenas desde a poética do telemando resgata-se ao artista e denuncia-se ao prestidigitador. e isto porque o prestidigitador é o único que confeiçoa objectos físicos o artista não por conhecer a impossibilidade de que se possa topar uma tradução exacta das suas ideias a objectos: as condutas são também construtos. mas não sujeitas a mercado: isto livra-as de caírem na prestidigitação.

início

autístico

uma conduta não original muda em própria

início

original

liberdade na adopção de modelos condutuais

início

autistavideomagnético

trata-se do fenómeno mais escandaloso de se sentir atrapado polas imagens com a correspondente obnubilação que acarreta obviar o resto dos sentidos. o caso mais primitivo é o do jugador de máquinas tragaperras espécie que recentemente tem sido posta sob curas de desintoxicação. mas é um espécime atrasado sobremodo pois se topa ligeiramente atrapado ao sentido do tacto: por meio do qual se submete ao império da máquina.

este estado prévio observa-se também no adicto aos videojogos e no encadeado à computadora pessoal. a superação e a culminância desta evolução topamo-las sob a forma de interacção que nos permite o telemando no que o componente táctil se supera plenamente permitindo por outro lado o distanciamento que todo amor platónico: das formas aqui imagens requer.

início

autistaquímiomecánico

fazer com um chisco uma cheia e voltar a face para os beiços vermes de quietude

amontoar nas ruas com as máquinas a fragilidade do progresso

ires ver chover rúbeo e vê-lo tudo preto

marchar pola façana duma história de fantasmas na que o ninguém é Prometeu

todos o levam

o fogo nas veias

tingir de merda a chupa

e fazer o paspã com a agulha

faquires a cotio que não indo cobrar nem uma cadela

tendes todo público em redor das vossas

irdes à vossa beira de último conto de heróis a cegas ruas

início

autistaelectroacústico

diz-se de indivíduos aos que aparentemente apenas se lhes tem consentida uma via sensorial de acesso ao redor. sucede que através desta via auditiva que aparece ultrassaturada se produz a focalização da sua atenção consciente com o que ficam absolutamente alienados da realidade. é fácil compreender isto quando se dispõem uns auriculares em sendas orelhas.

início

pecado original da arte não sê-la

a teima da tradução

início

os fenícios não estiveram em Sagunto o problema do construto herdeiro de background

como hipostassiar uma teoria sobre a obra?

onde fica a proeza na obra? ou na teoria?

que a explica descreve dá razão quantas más interpretações ocorrem nos manuais de História da Arte?

por que é que se prima uma obra que tem sido convenientemente bem interpretada e não conhecemos aquelas que não foram tomadas em consideração polos bons bicos da Época?

de novo a poética ou política do fracasso outra vez topamos que a pintura não se faz valer por si própria senão que há-de ser resgatada por um disseur de prestígio no momento que for já no dia como vários milénios depois

onde fica a bondade artística?

o objecto artístico mais não é do que simples pretexto para gerar novos objectos quer artísticos culturais ou comerciais

enfim a arte não finda na construção do autor senão em quem o programa

meu argumento para demonstrar que a arte não existe como inútil senão que é condição geratriz de toda uma cadeia de sucedidos comerciais onde a obra mais não é do que princípio

o fim é que tu possas falar nela

é um novo pretexto para ter de falar

é como a morte de viela escura a altas horas da noite que dá emprego aos noticiaristas dos jornais

o assassino não cobra paga as suas culpas

o artista teria de ser igualmente recluido polo seu atentado ao bon tone.

início

peso do formalismo e impossibilidade do conteudismo:

a face é o espelho da alma importam as faces não

tudo body o corpo em forma apenas

interessam as formas.

início

agora apenas resta demonstrar como é que o objecto estético é autónomo do artístico e como é que este não há-de ser nem anterior nem preciso para aquele.

início

definição olho

te es uma sorte de produção

e digo produção porque penso em alguma cousa mais do que na passividade perceptiva. lembro esse torrente de actividade que ocorre em mim quando me topo com uma circunstância que me provoca um salto no nível perceptivo e me obriga à ultimação do que se patenteia como desconcluso perante os meus sentidos.

intelectiva

e intelectiva já que se não contenta com uma recriação sensorial. apela a instâncias superiores se queres profundas do homem. não condeno o sentimento: este inscreve-se nisso que chamei instâncias superiores e profundas.

que esperta perante outro:

neste com outro desejo relatar a multiplicidade de suportes que me provocam tal actividade. emprego outro polo seu carácter neutral e indefinido que ajuda a total abertura do momento inicial oferecedor desta peculiar produção. e o quero totalmente aberto porque me permite introduzir neste primeiro momento quase alheio ao objecto que desenho tanto artefactos como naturezas inclusive particularizações do que poderia chamar ideiosfera essas ideias que podem oferecer-me prazer ou dor estéticos.

conhecida pola sua pregnância

focalização. atenção não exactamente. pensa em preso de ou pegar-se a.

e imensidade.

com a que procuro nomear essa particularidade própria deste objecto que é. à margem do tempo subjectivamente objectivo que dediquemos nesta produção em radical diferença que existe com o tempo realsubjectivo de duração: uma produção prazenteira dura segundos em tempo realsubjectivo enquanto uma dolorosa não quer findar: ainda quando ambas as duas em tempo oficial possuam idêntica duração. trata de apontar essa eternidade na que te mergulhas quando constróis este objecto.

e não. e nada.

não vou consumar a trindade.

início

das bondades deste objecto.

a primeira e principal

deixar patente que o mundo dos suportes que me oferecem esta produção não podem ser chamados sob um único apelido leia-se arte e não só trás a introdução dos excelentes se acrescenta a natureza com maiúsculas quero ir mais longe e introduzir suportes como

uma boa conversa

um foder

um pranto provocado por um sopapo a destempo

e como já tenho apontado certo tipo de ideias

pensa na ideia de deus que desperta no crente um tudo-mar de sentimentos que eu vejo estéticos e desde um eixo ortodoxo não tem cabida no relatório.

pensa no que sofre um passeante noctívago quando trás um ruído desconhecido suspeitoso oferece-lhe-se toda uma trovoada de fantasmas que o levam obrigam-no a correr para sua morada.

onde situas hoje estes sucedidos no arcaz da estética? eu sim

a segunda e subordinada

livre já da atadura a um singular oferecedor: permite-se-lhe ao esteta estudar o seu objecto franco de espécies e géneros sem que isto queira dizer que o esteta não possa estudar um determinado género literário por exemplo. mas tendo sabido que este não é o seu único carácter na investigação do aparente.

a terceira. e aqui faço uma trindade.

ou três

reconhecer como idênticas tanto as actividades do construtor de suportes oferecedores chama-lhes xis quanto as do fruidor de sucedidos quotidianos igualmente autor actor activo.

repito uma sorte de produção intelectiva que esperta perante outro: conhecida pola sua pregnância e imensidade.

dos seus defeitos tu me dirás

início

passeio pola rua um dia de muitos e sem mais chega-me um cheiro que me lembra alguma cousa. paro-me e sinto um arrastre desde o meu passado que me afunde noutro tempo. que tempo? não acerto a situar esse tempo mas há um tempo e o tempo passa no entanto entre pensamentos de qual tempo é?. sim já está. foi então sim decerto acredito como em menino era eu quando esse cheiro estava na minha vida agora já não está que menino sim mas não sou certo se era na casa do avô materno não não pode ser jamais estive quando menino nessa casa terá sido na do avô paterno uma das poucas vezes que fui dar lá. sim tem de ser assim porque cheiro a aldeia aquela aldeia com a que não queria ter a ver.

se sofreram alguma vez uma experiência deste tipo saberão que digo quando falo na minha definição de objecto estético que é aliás a prova argumentativa de que o objecto estético pode ser autónomo do objecto artístico. claro que tudo isto apenas é possível se vocês reconhecem a pregnância do cheiro.

início

cigano não e mais que tenho eu feito mas cigano não

[afirmação típica da nossa hipocrisia: como esta todas]

início

estando a fazer a reflexão sobre o processo criativo temos de começar polo momento em que o poeta se aperta à realidade fazendo a selecção daquilo sobre o qual vai construir afastando o não-desejado. se nisto coincidimos é preciso que no princípio se enquadrem aqueles bocados de realidade escolhidos. assim poderemos compreender o jeito mais pronto e mais próprio de apertamento ao redor: a bocados. e teria sido o ready made o método que mais justamente separa aqueles troços do arredor que o poeta deseja dar nova forma.

início

um canapé e dous sólios de mimbre com tapeçaria de estofo cor amarela e quatro almofadões em cores amarelas a jogo uma mesinha alongada baixa em madeira de cor negra e espelho. na sala de estar dous bancos-rinconeiras de madeira cor negra na dita sala uma mesa de madeira com camilha cor azul na mesma sala três percheiros de madeira brancos um frigorífero b f-7428 um lavadouro automático b t-5605 uma cozinha a g-406 um quentador c-g e-10 duas camas-ninho e um somier com cabaçaria de madeira cor negra três colchões de molhes f três guardaespaldas p três mesinhas de noite de madeira brancas um toucador de madeira de quatro caixões de cor branca uma mesinha de ferro fundido cor negra e mármore jaspeado duas cadeiras de metal com tapiço de estofo cor vermelha uma cadeira de madeira com tapiço de estofo cor azul uma cadeira de madeira pregável cor branca uma cadeira de madeira com tapiço em coiro cor vermelha à moda decó um arcão de madeira cor negra uma lâmpada com duas túlipas brancas de porcelana duas lâmpadas de uma túlipa cor branca de porcelana cada uma um armário roupeiro de madeira cores negra e violeta cinco pantalhas para lâmpadas de papel duas placas de calefacção eléctrica um pequeno tamborete de madeira cor azul seis prateleiras de madeira quatro de cor branca uma de cor azul e outra de cor marrão um espelho de asseio p com marco cor branca dous armários de asseio nas paredes de sendas casas de banho da p cor branca dous toalheiros horizontais tipo barra p cor branca. dous percheiros de asseio p cor branca um toalheiro redondo de bidé p cor branca um suporte para o papel higiénico p cor branca um toalheiro curvo p cor branca uma barra autoajustável para cortina de banho cor branca duas cortinas para banho de plástico com motivos marinhos sete almofadões de algodão cor branca quatro almofadões de estofo de lunares brancos sobre azul um almofadão de estofo de raias brancas e negras dous almofadões de estofo de raso de cor laranja uma camilha de algodão cor branca cinco cortinas de algodão branco com as suas respectivas barras de sujeição metálicas nos dormitórios e na sala de estar duas cortinas de algodão branco na cozinha um tendedeiro de três cordas na galeria.

início

Em honra do narciso do Egipto: meu querido Almada-Negreiros.
os números têm de ser vistos como as vezes que um há-de repetir o termo que o antecede.

cojo el arma y la doblo la cargo 7 luego la desdoblo la pongo al hombro camino a mi lado un perro y busco el busca buscamos con el fin de encontrar la presa 7 lapresa la apresa y si no la apresa me marcho el otro dIa obtuvimos varias presas indigenas del asfalto que estaban pidiendo a gritos que los recuperasemos para el museo antropologico da cibdade da corunha por el excelentisimo alcalde don paco vazquez 3

cuando juego al basquet cojo la bola me voy por aqui por alla driblo esquivo al contrincante y busco 2 la canasta encesto

obtengo la presa ya la tengo la he llevado continuo caminando con el arma desdoblada? y el perro? donde esta el perro por que no ladra ah el perro el mejor amigo del hombre

el mejor amigo del hombre es un ordenador ahora comprelo mas barato la nueva generacion de ordenadores compatibles le ofrecemos si lo compra antes conseguira de regalo una magnifica impresora el ordenador el mejor amigo del hombre

al hombro busco 6 y no encuentro 2

seica chove com a chuva a presa não se topa com a mesma facilidade que quando não chove com o chover o chover da chuva chove na minha testa

mi cabeza echa agua !2! voltemos à presa

la caza dicen es un arte cuyo fin digo es la muerte 13 la morte 2 a morte the death el fin la caida del Norte si pierdes el Norte te desorientas y la presa se escapa

no obstante la diferencia que encuentras entrambos elementos puede residir en digamos una pequa matizacion en la apreciacion entre el componente basico de la muerte y el componente primigenio del fin porque al fin y a la postre lo ultimo que encontramos es la muerte

cancion: odalisca a la putrefacta arrenego-te

de presa de muerte de perro fiel compañero de la busqueda va este tema la continuacion en la busqueda es inoperante por la noche por la noche buscar la presa es quiza mas dificil pero una vez que la sorprendes aproximarte a ella es mucho mas facil esto se puede observar en esos atracosirlas callejeros con los que mas de un consumidor ha tenido que encontrarse el fenomeno comienza producido por un

tienes un pitillo tienes un duro dejame unos duros no 2 llevo no llevo no 2 tengo tabaco no fumo ah pues ahora me lo vas a dar todo

enseñando flagrante arma blanca un arma blanca pa un destino negro un arma blanca para el luto

por la noche una vez localizada la presa su final es inevitable el fin que busca el cazador

pero de que presa tratamos hay muchas multiples varias diversas distintas diferentes variopintas variadas multitud de presas nos interesa en este ca 4 en este campo en el que nos encontramos un bipedo puber por su condicion inerme su muerte nos parece mas dolorosa que la de un barbado bipedo

porque ya es la noche todo se torna incluso inefable

pre

pres

pressa

corro por el campo y ay esa sensacion ese como te lo diria eso que sientes que te enerva cada pelo de tu vello cuando 2 ves que se aproxima el momento cuando esta cerca el culmen de la actividad que te motivo a levantarte a madrugar esa mañana ay que sensacion que um uy como decirlo que delicia que placer 2 ah perseguir sf eso es perseguir

al primer indicio casi sonries cuando ya has seguido varias huellas la sonrisa es de tu alma entonces tu pulso asincopado corre tu pulso corre y sigues 2 la senda te aventaja el perro y el perro ladra sus ladridos te conducen por la enmarañada por que no por la enmarañada y lo sigues el ladra vuelve a ladrar tu te emocionas

lo se porque mi tio lo hace se viste de arriba abajo de cazador y parece que lo fuera lo de menos 2 es mi tio

lo real es tu pulso ya no corre trota y al trote vas tras ella y no cejas ni un momento cuando los ladridos dicen yasta tiro te detienes tomas aire afianzas tu pulso y disparas? le has dado?

bifurcacion<

si no le has dado un nuevo tiro

si le has dado

tiraras otra vez el placer de apretar el gatillo

el placer de apretar el gatillo y sentirte el dios del trueno>

y si le has dado entonces si le has dado ya has cazado tu fiel perro va tras el cadaver lo atrapa y te lo trae yastan tus manos la presa por fin eres cazador has matado y has vencido

desde ese momento tu vida se vuelve un cumulo de mentiras sobre el tamaño de la presa que has adquirido al dia siguiente probablemente tu mentira sera leve esta de cuerpo presente pero cuando ya de viejo lo recuerdes a esos que llaman tus nietos les diras que era enorme 7 enormenormenorme menor aquel pequeño que un dia corriendo por el campo tu con tu perrro lograsteis atrapar.

início

ao sentimento depredador adiós rios adiós fontes adiós regatos pequenos a deus a calderilha e a ti que te dou? quando nos vemos quase não falamos tantas são as censuras!? o silêncio é teu berço vamos dormir a outra parte que sono vai! sonhas comigo polo dia? com o mesmo que sonho eu sentes a friagem de perto? vamos passear polo metropolitano deixando atrás um relógio vale! transparente melhor invisível a que hora voltamos! não tenho vontade de caminhar cruzam-se-me os sapatos tenho friagem nos pés e tu estás gelada diz-me outra cousa quando amanheces que rosto emulas? na face tens as marcas da almofada quanto dormirás antes de que durmamos? sempre me despertas nervosa às pressas por me ver erguido topa-me supino quando não prono do porno duro não gostas nem gostas do brando por poucos quartos porneo o que tu queiras não queres que queres? por sabê-lo dou pola tua as minhas fantasias topamo-nos pola rua para onde nos dirigimos? quando me sinto velho quero topar contigo ao meu lado topamo-nos pola rua estás ao meu lado sou já velho? não sabe que mais dá o que deu morreu! dizem neste povo que são todos muito divertidos espertam às seis horas da manhã para ir à discoteca mas não são ridículos são divertidos agasto-me vamos à praia biquini de raias gelado lunetas de chapéu de palha trigueiro marcando o fardo abanderado ferris que mais tem cacau mental a lua não nos vê corramos para a beira agora se pode por quinhentas balouçante eu prefiro a areia a mim molam-me as rochas aqui não há mas são divertidos eu quero uma piscina meterei-me na banheira não nos vê a lua saiamos bem fizemo-lo voltaremo-lo intentar? outro dia tens friagem nos pés? estás gelada carinho desculpa-me a água estava fria não voltaremos stop quando volvas me ver stop desculpa-me.

início

foi na Renascência quando Giorgio Vasari fez de parteira das coleções nobres e alumia a Galleria degli Uffizi: parto que trará modernidade: o ano 1753 trouxe o Museu Britânico londrês suposso-o tetraneto do que ajudou ele trazer ao mundo e trás este chegou no 1793 o Museu Central de Artes no Louvre parisiense criado com os botes de guerra do imperador Napoleão. já tínhamos cultura da especialização a qual dizia que teríamos de fazer tantas parcelas de saber como o mundo requerisse e se não requeria lhas imporíamos. quando já a História tinha feito museu de si próprio foi quando o contorno começa a se queimar na necessidade de ir mais longe. percorria o mundo Kant e os seus contemporâneos que iam fazer da Natureza nova teima da reflexão especializada: descobrirão que daquela se pode falar com termos estéticos: tem beleza ou quando menos excelência: já pode entrar a técnica polo flanco admirativo.

e vaia se entrou. se com o conto da museística aplicada às facetas históricas do homem os anos vagaram desde a primeira colecção privada de Dom até à primeira colecção pública prelúdio talvez do que lhe ficaria a burguesia no mundo que se apertava as cousas da Natureza semelha vaiam doutro jeito: fiquemos à apresentação desta como excelente no tempo em que se findava o Museu Central de Artes milénios têm passado até à sua construção desde a primeira colecção de Dom. todavia com a Natureza não se passa o mesmo se quer podemos dizer que no tempo en que sai esta ideia de Natureza como excelente temos a ideia dos primeiros reservistas dela nas teses do reservismo indigenista na norte-américa no que nos topamos com o que mais tarde serão as teses reservistas integrais à procura da absoluta virgindade da Natureza defronte da intervenção humana.

sem contar com o homem membro também dessa Natureza na que não pode figurar se não é sob a forma moribunda de indígena nas vias da desaparição. quer isto que já fazemos profissão de fé nos convertendo em nativos arcaicos em tangas e outros utensílios ad hoc e assim entraremos no reino da Natureza cheios de direito. já não fazer tal selvajaria e seguir a passear polos novos museus não interactivos conhecidos sob vários nomes: zona de acampada restringida zona de acampada livre proibida zona semiprotegida zona protegida reserva natural parcial reserva natural parque natural parque nacional é o parque nacional o herdeiro mais próprio do jardim romântico? e outros graus lexicais que numeram o grau em que a cousa é desfeita.


se a antiga vanguarda pôs a parir os museus lugares onde a arte melhor a beleza deixava de estar por deixá-la recluída agora temos na melhora progressiva que supõe a História lugares onde a excelência não pode ficar por ser submetida à pior reclusão conhecida: a não intervenção. que se no caso da arte poderia ter sentido neste caso queda fora de tom o delineamento duma tal selvajaria imprópria dum meio que nada tem de fazer sem a participação duma das suas bestas mais sublinhadas.

enfim o reservismo integrista da Natureza não tem outro final que o afastamento do homem dela sendo o melhor jeito para consumar o homem tecnificado.

início

quero matar esse tio

início

no princípio Recta era o menor caminho entre dous pontos eram tempos no que o transporte era rectilineal e procurava a prontidão modélica na teoria. quando se ocuparam da teoria pessoas de mais altos voos foi que fizeram girar Recta sacrilégio desde um dos seus pontos finais e lhes surpreendeu Círculo com toda a sua magnífica presença de nova linha já cónica. neste tempo quase que impensável fez o homem cábalas sem fim: pensou que Tempo era assobalhado pola sua excelência de novo ente matemático e nela fincava Sem-Tempo Sem-Corrupção nem nada: era um país de ningures onde alguns habitavam: os deuses. passou Tempo e o homem seguia à procura de novas chaves para as portas de sempre quando um deles deu em pensar que se noutro tempo tinha sido Recta caminho que não fora certo em parte poderíamos tirar-lhe a outra parte de certeza fazendo percorrer aos graves o mundo estando a seguir trajectórias muito mais reais: era Parábola a nova cónica que fincava na cena carregada da dignidade que outorga a satisfatória apresentação do mundo. contudo semelhava uma provocação que tal linha viciada fizesse a sua entrada na história tendo em conta que mais não era que nem Recta nem Círculo mas senhores não era tal resultou ser: uma cónica sim da família de Círculo o que amoleceu ao mundo deitando o sábio primeiro para sempre. mas a cousa ainda não acabara ficavam partes por arranjar. o de Círculo já ressurtia suspeitoso tinha de ser composto e foi que apareceu uma nova também cónica: Elipse tão digna como a primeira e principal cónica com a que fizeram um novo plano do mundo no que definitivamente os deuses caíram para sempre. com a vinda de Elipse o sucedido mais notório foi o degredo dos deuses do céu e com eles foi-se Sem-Tempo Sem-Corrupção e todo ideal os ideais deixaram de habitá-lo e Corrupção filha de Tempo fincou dentro dele no céu no mundo. se a cónica associada aos deuses é Círculo o qual há séculos que não pinta em nenhures a cónica que vem associada ao mal é Espiral Íntima de Elipse que de a só nomear vemos pesadelos e febres os dous braços de doença testa de Corrupção sendo nisto filha de Tempo. estamos pois propriamente fora de Círculo e de cheio no império de Espiral teremos de pensar que Espiral é a corrupção última das cónicas e seremos certos.

na vida de hoje temos dous pesadelos preferentes sob apelidos de Espiral: Espiral de Inflação e Espiral de Violência as quais lutam por degregar do mundo a Progresso pequeno herói no que ainda estão a crer muitos homens. analisemos o conto como segue.

a função que cumpre Espiral de Violência é a que tem mais força pois nos retrai aos tempos mais remotos do antecontrato nos que o homem tinha uma paixão soberana: a fugida da inseguridade. diz que eram tempos nos que a vis se impunha para tudo e o pequeno homem não sabia como se desquitar mas topou saída no contrato e o elevou até grau maiúsculo: o fez o senhor e nomeou-no em diante contrato.

temos logo que toda chamada a Espiral de Violência é um resgate de horrores já passados com os que o homem segue a ter pesadelos interessante reacção polo que remite o seu coração a eras precontratuais de maneira que quando um político diz que de não topar uma solução mais pronta aos nossos problemas cidadãos teremos de fazer um retalho nos logros básicos da revolução burguesa do estado do bem-estar diante do horror produz no cidadão meio a falsa lembrança.

falsa porque nunca teve conhecimento dos supostos tempos precontratuais de que cousa se passará se não atalhamos pronto a situação de desordem real que temos. chegámos tão longe que é preciso um estado de sítio para poder devolver a ordem legal perdida neste tempo de Corrupção. as cousas assim só resta a redefinição do contrato fazendo que seja mais férreo mais firme: é preciso um novo contrato trás as teorias neocontratualistas temos de fazer um novo contrato: o da perda radical dos direitos individuais para se submeter aos novos interesses colectivos: é a morte da revolução burguesa é a morte do indivíduo é um importante logro dos novos políticos desmemoriados. enfim as chamadas ao medo à chegada de Espiral de Violência é o uso do horror-pânico aos tempos dantes do contrato com o fim de estabelecer um novo contrato: o neocontrato no que voltam a levar-nos motivados polo horror-pânico.

a nova Espiral de Inflação é invento actual que atenta contra o princípio de distribuição desde três frontes todos eles de reparto vejamos: despesas sociais incremento salarial e aprofundamento autonómico.

despesas sociais que enlaçam com os logros obtidos pola já maldita revolução burguesa que consentiu os movimentos cidadãos de classe com que se obtiveram o que se deu em chamar política social: seguridade social jornada reduzida vivendas sociais de baixo custo cobertura ao desemprego e outros vários adiantos que hoje são compreendidos como rémoras para as instituições: estamos no país da força.

incremento salarial que não é outra demanda que a de obter uma relação equilibrada entre o trabalho efectuado e quando menos o mantimento dos acréscimos anuais do custo da vida que faça que no pior dos casos os ingressos sigam idênticos nos distintos anos. é esta cousa que não.

aprofundamento autonómico o qual pode ficar descrito em poucas palavras não há dinheiro para duplicar o número de funcionários má política autonómica não queremos deixar de ter presença como estado central nas zonas territoriais mais autonomistas logo toda política de desenvolvimento do estado autonómico é geratriz de grande gasto. temos pois que pôr termo a tal desenvolvimento: o estado autonómico é muito custoso. pola contra poderíamos lhes dizer que sem a duplicidade de funções tínhamos a cousa arranjada fora governos civis fora delegado do governo e fora diputações provinciais façamos já a territorialização por freguesias que é o próprio e poderíamos dizer que lhes sobram a metade dos ministérios a estes governantes espanhóis jacobinos.

enfim contra todo este tipo de políticas o estado central contesta sempre com a mesma resposta: virá Espiral de Inflação que é o pesadelo maior deste tempo trazendo o alento dos infernos. sendo como é o mais novo dos medos Espiral de Inflação é a menos enfrontável é por isso que as reações diante dela são de cartilha: todo mundo ajoelhado invoca o salvamento polos doutores do governo esses sábios que podem cingir o novo demo. quer o povo doutores e temo-los em várias ciências: doutores em ordem e repressão: doutores em economia e salvamento nacional: doutores em pragas das que não venho de falar: teremos de fazer doutoramento.

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Respira: No regresso está a volta do caminho: Noite [viver o corpo como património latrivo: e inchou-me os olhos e rebentou-me os beiços por dentro e deu-me patadas]: E nada: Fora caminhos como carreiros cegos.


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